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Cnidários
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Os cnidários (do grego knide, irritante, e do latim aria [sufixo plural], como ou conectado com) constituem um filo que inclui os animais aquáticos (conhecidos popularmente como celenterados ou cnidários) de que fazem parte as hidras de água doce, as medusas ou águas-vivas, que são normalmente oceânicas, e os corais e anémonas-do-mar. O filo era também chamado Coelenterata (das palavas gregas "coela", o mesmo que "cela" ou "espaço vazio" e "enteros", "intestino"), que originalmente incluía os pentes-do-mar, atualmente considerado um filo separado, composto por animais também gelatinosos como as medusas, mas com algumas características próprias.
O corpo dos cnidários é basicamente um saco formado por duas camadas de células - a epiderme, no exterior, e a gastroderme no interior - com uma massa gelatinosa entre elas, chamada mesogleia. Por esta razão, diz-se que os cnidários são diploblásticos.
Ao redor da abertura, chamada arquêntero, os celenterados ostentam uma coroa de tentáculos com células urticantes, os cnidócitos, capazes de ejectar um minúsculo espinho, o nematocisto que pode conter uma toxina ou material mucoso. Estes "aparelhos" servem não só para se defenderem dos predadores, mas também para imobilizarem uma presa, como um pequeno peixe, para se alimentarem - os cnidários são tipicamente carnívoros. Algumas células da gastroderme da cavidade central (o celêntero) segregam enzimas digestivas, enquanto que outras absorvem a matéria digerida. Na mesogleia, encontram-se dispersas células nervosas e outras com função muscular que promovem o fluxo de água para dentro e fora do animal.
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Ciclo de vida
Os cnidários reproduzem-se sexuada e assexuadamente. A reprodução sexuada dá-se na fase medusa (com exceção dos antozoários, os corais e as anêmonas-do-mar, e hidra e algumas outras espécies que não desenvolvem nunca a fase de medusa): os machos e fêmeas libertam os produtos sexuais na água e ali se conjugam, dando origem aos zigotos.
Dos ovos saem larvas pelágicas chamadas plânulas, em forma de pêra e completamente ciliadas que, quando encontram um substrato apropriado, se fixam e se transformam em pólipos. Em alguns celenterados, como os corais, a fase de pólipo é a fase definitiva.
Os pólipos reproduzem-se assexuadamente formando pequenas réplicas de si mesmos por evaginação da sua parede, chamadas gomos. No caso dos corais, estes novos pólipos constroem o seu "esqueleto" e continuam fixos, contribuindo para o crescimento da colônia.
No entanto, em certos casos, os peixes do mar começaram a dividir-se em discos sobrepostos, num processo conhecido por estrobilização, sendo esta também uma forma de reprodução assexuada. Estes discos libertam-se, dando origem a pequenas medusas chamadas éfiras que eventualmente crescem e se podem reproduzir sexualmente.
Classificação
O filo Cnidaria está dividido em cinco classes de organismos actuais e mais uma de fósseis:
- Anthozoa - as anémonas-do-mar e corais verdadeiros;
- Scyphozoa- as verdadeiras água-vivas;
- Cubozoa - as medusas em forma de cubo;
- Hydrozoa - as hidras, algumas medusas, a garrafa-azul (caravela-portuguesa) e os corais-de-fogo;
- Staurozoa - as medusas que habitam regiões costeiras dos oceanos em zonas temperadas e estão fixas pelos tentáculos;
- Conulata † - extinta.
Os animais cnidários são animais aquáticos a maioria das vezes marinhos muito poucas vezes de água doce como, por exemplo, a água viva. Durante o ciclo de vida dos cnidários pode ser de dois tipos diferentes um jeito é viver livre e outro com tipo de vida séssil (fixa). As medusas que são as águas vivas são grandes problemas para banhistas e pescadores, por muitas vezes, queimarem seriamente a pele. Os pólipos são sésseis, mas como as medusas também podem formar colônias. Os animais cnidários têm três camadas que constituem o corpo: Epiderme (Camada externa), Mesogléia (uma camada mais gelatinosa. Mais comuns nas Medusas) e Gastroderme (revestimento). Os cnidários se reproduzem de duas formas diferentes, eles fazem a reprodução assexuada e a reprodução sexuada
Bibliografia
- Campbell, Reece, & Mitchell. Biology. 1999.
- Solomon, E.P., Berg, L.R., Martin, D.W. 2002. Biology. Sixth Edition. Brooks/Cole Thomson Learning, Australia, Canada, Mexico, Singapore, Spain, United Kingdom, and United States.
Ligações externas
Porifera
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| Porifera | ||||||||
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Porifera (do latim porus, poro + hfera, portador de) é um filo do reino Animalia, sub-reino Parazoa, onde se enquadram os animais conhecidos como esponjas.
Estes organismos são primitivos, sésseis, sua grande maioria é marinha, alimentam-se por filtração, bombeando a água através das paredes do corpo e retendo as partículas de alimento nas suas células. As esponjas estão entre os animais mais simples, com tecidos parcialmente diferenciados(parazoas), porém sem músculos, sistema nervoso, nem órgãos internos. Eles são muito próximos a uma colônia celular de coanoflagelados, (o que mostra o provável salto evolutivo de unicelulares para pluricelulares) pois cada célula alimenta-se por si própria. Existem mais de 15.000 espécies modernas de esponjas conhecidas, que podem ser encontradas desde a superficie da água até mais de 8.000 metros de profundidade, e muitas outras são descobertas a cada dia. O registro fóssil data as esponjas desde a era pré-cambriana (ou Pré-Câmbrico), ou Neoproterozóico.
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Embriologia
Os Poríferos desenvolvem somente até a blástula, portanto não formam folhetos embrionários, não possuem tecidos verdadeiros e são acelomados, ou seja, não tem o celoma, que é uma cavidade que se forma dentro da mesoderme, na fase embrionária Ecologia
As esponjas modernas são predominantemente marinhas. Seu habitat varia desde a zona costeira até profundidades de mais de 6.000 metros. São encontradas no mundo inteiro, desde as águas polares até as regiões tropicais. Esponjas são mais abundantes, tanto em número de indivíduos como de espécies, nas águas mornas.
Esponjas adultas são sésseis, e vivem fixas na mesma posição. No entanto, foi observado que certas esponjas podem se mover direcionando sua circulação de água com os miócitos, numa certa direção. Um maior número de esponjas pode ser encontrado em lugares que oferecem um sedimento firme, como um fundo de rochas. Algumas esponjas são capazes de aderirem a si mesmas em fundos de sedimentos moles, usando uma base semelhante a uma raiz. Esponjas também costumam viver em águas claras e tranquilas, pois se uma onda ou a ação das correntes levanta o sedimento, os grãos tendem a tapar os poros do animal, diminuindo sua capacidade de se alimentar e sobreviver.
Evidências recentes sugerem que uma nova doença, chamada em inglês de Aplysina Red Band Syndrome (ARBS), está atacando esponjas no Caribe.
Importância para os humanos
No uso comum, o termo esponja é usado somente para designar os esqueletos desses animais , após o tecido desses animais ter sido removido por maceração e lavagem. O material de que essas esponjas são compostas é a espongina. Esponjas calcáreas e silicosas são ásperas demais para esse uso. Esponjas comercias são derivadas de várias espécies e vêm em vários graus, finas como lã de carneiro ou bem ásperas próprias para lavar carros.
Esponjas marinhas vêm de peixarias no Mediterrâneo e nas Índias Ocidentais. A produção de esponjas sintéticas tem diminuído muito sua pesca nos últimos anos.
Algumas esponjas usadas no banho e na cozinha não vêm do animal marinho, e sim de uma planta do grupo das curcubitáceas.
Anatomia
A estrutura de uma esponja é simples: tem a forma de um tubo ou saco, muitas vezes ramificado, com a extremidade fechada presa ao substrato. A extremidade aberta é chamada ósculo, e a cavidade interior é a esponjocele. As paredes são perfuradas por buracos microscópicos, chamados óstios, para permitir que a água flua para dentro da esponjocele trazendo oxigênio e alimento.
A parede das esponjas é formada por duas camadas de células, com o interior formado pela matriz extracelular que, neste grupo, se denomina mesênquima.
As esponjas possuem vários tipos de células:
- Pinacócitos, que são as células da epiderme exterior - são finas e estreitamente ligadas.
- Coanócitos, também chamadas "células de colarinho" porque têm um flagelo rodeado por uma coroa de cílios, revestem o esponjocele e funcionam como uma espécie de sistema digestivo e sistema respiratório combinados, uma vez que os flagelos criam uma corrente que renova a água que as cobre, da qual elas retiram o oxigênio e as partículas de alimento. São muito semelhantes aos protistas coanoflagelados. São cobertos por microvilosidades.
- Porócitos, que são as células tubulares que revestem os poros da parede e podem contrair-se, formando uma espécie de tecido muscular.
- Archaeócitos (Amebócitos) que se deslocam no mesênquima, realizando muitas das funções vitais do animal, como a digestão das partículas de alimento, o transporte de nutrientes e a produção de gâmetas. São células totipotentes, que podem se transformar em esclerócitos, espongiócitos ou colenócitos.
- Esclerócitos (Amebócitos), que são as células responsáveis pela secreção das espículas de calcáreo ou sílica, que residem na mesogléia.
- Espongócitos (Amebócitos), que são as células responsáveis pela secreção da espongina (fibras semelhantes ao colágeno), que formam o "esqueleto" do animal.
- Miócitos são pinacócitos modificados, que controlam o tamanho do ósculo, a abertura dos poros e, conseqüentemente, o fluxo de água dentro da esponja.
- As espículas são espinhos de carbonato de cálcio ou sílica, que são usadas para estrutura e defesa.
- A mesogléia é uma matriz extracelular onde as células se estruturam.
As esponjas desenvolvem-se em três padrões:
- asconóide, que é o tipo mais simples - um simples tubo, com um canal central, chamado espongiocele. Muito pequeno e muito raro.
A batida dos coanócitos força a água da espongiocele até os poros, através da parede do corpo da esponja. Os coanócitos estão na parede da espongiocele e filtram os nutrientes da água.
- siconóide são similares aos asconóides. Seu corpo se dobra sobre si mesmo, permitindo o crescimento do animal.
Têm um corpo tubular, com um ósculo simples, mas a parede do corpo é mais complexa do que a dos asconóides e contêm linhas radiais de coanócitos. A água entra por um grande número de "óstia" dermais e então é filtrada nos canais radiais. Então o alimento é capturado pelos coanócitos. Normalmente não formam as grandes e ramificadas colônias que os asconóides fazem. Durante o seu desenvolvimento, elas passam por um estágio em que são semelhantes a asconóides.
- leuconóide, o caso mais complexo, em que a parede se dobra várias vezes, formando um sistema de canais. Esse é o tipo mais comum na natureza. Carecem de espongiocele, tendo, no entanto, câmaras contendo coanócitos.
O "esqueleto" das esponjas pode ser formado por espículas calcáreas ou siliciosas, por fibras de espongina ou por placas calcáreas. Algumas esponjas, na antigüidade, eram usadas pelos gregos, por serem mais resistentes, para polir ferro e metais. Já outras eram utilizadas pelos romanos para tomar banho ou para tomar vinho. Se banhava a esponja no vinho e espremia na boca.]
O sistema digestivo é ausente. A alimentação se faz por meio da difusão intracelular nos coanócitos que fazem fagocitose. São seres filtradores. o sistema circulatório é ausente. Ocorre a difusão de substâncias entre as células.
Classificação das esponjas
As esponjas são o tipo mais primitivo de animal, classificados por isso no grupo parazoa, considerado um taxon paralelo ao de todos os outros animais (eumetazoa), e carecem de várias coisas que os outros animais possuem, como sistema nervoso e locomoção. Contudo, testes recentes de DNA sugerem que seu grupo é a base dos outros grupos de animais. Elas dividem várias características com colônias de protozoários, como o Volvox, embora elas tenham um nível mais alto de especialização celular e interdependência. No entanto, se uma esponja for passada em uma peneira, ela vai se regenerar, e se várias esponjas de espécies diferentes forem colocadas juntas numa peneira, cada espécie vai se recombinar independentemente.
A divisão do filo Porifera em classes é feita com base no tipo de espículas que apresentam:
- Classe Calcarea - espículas compactas de carbonato de cálcio (aka.: calcário). Podem ser asconóides, siconóides ou leuconóides.
- Classe Hexactinellida - espículas de sílica, muito raras. Podem ser siconóides ou leuconóides.
- Classe Demospongiae - "esqueleto" de fibras de espongina com ou sem espículas de sílica. Somente leuconóides.
Alguns taxonomistas sugeriam a criação de uma quarta classe, Sclerospongiae, de esponjas coralíneas, mas o consenso atual é de que as esponjas coralíneas surgiram em várias épocas e não são muito proximamente aparentadas. Junto com essa quarta classe, uma quinta foi proposta: Archaeocyatha. Esses animais tinham uma classificação vaga, mas agora o consenso é de que eles são um tipo de esponjas.
Os Archaeocyatha devem pertencer a esse grupo, embora seus esqueletos sejam mais duros. Foi sugerido que as esponjas deveriam formar um grupo parafilético com relação aos outros animais. Por outro lado, elas são postas no seu próprio sub-reino, o Parazoa. Fósseis similares, conhecidos como Chancelloria não são vistos como esponjas.
Uma hipótese filogenética, baseada em exames de DNA, sugeriu que o filo Porifera é na verdade parafilético, e seus membros deveriam ser divididos em dois novos filos, o Calacarea e o Silicarea.
Conhecem-se ainda fósseis de organismos com características de esponjas, mas diferentes das actuais, que foram agrupados na classe Sclerospongiae. No entanto, com a descoberta de espécies vivas de alguns destes grupos, concluiu-se que esta classe não é válida. São os seguintes os nomes atribuídos a estes organismos (que nem sempre são equivalentes a taxa:
- Quetetídeos eram grandes construtores de recifes formados por tubos calcários, mas recentemente descobriu-se uma espécie viva, Acanthochaetetes wellsi, que possui espículas siliciosas, mas também tecidos que demonstram que faz parte das Demospongiae;
- Esfinctozoários tinham uma estrutura parecida com os quetetídeos, mas possuíam espículas calcáreas; recentemente descobriu-se uma espécie viva, Vaceletia crypta, incluída neste grupo, mas sem espículas e com características que sugerem que provavelmente possa ser incluída nas Demospongiae;
- Estromatoporóides cresciam segregando folhas calcáreas sobrepostas; algumas Demospongiae actuais apresentam um crescimento semelhante, sugerindo que os fósseis assim classificados sejam da mesma classe;
- Receptaculida construíam um "esqueleto" calcáreo em espiral, mais parecido com algumas algas verdes coralinas actuais da classe Dasycladales (provavelmente não são esponjas).
Testes para saber a Classe de Porifera
Ao microscópio observar um pequeno fragmento da esponja. Siga a tabela abaixo:
- Somente rede de espongina: Classe Demospongiae
- Rede de espongina e espículas: Classe Demospongiae (Neste caso tem-se certeza de que as espículas são de sílica)
- Somente espículas: Pode ser Classe Calcarea ou Demospongiae. Para ter certeza pingar duas gotas de ácido clorídrico (HCl). Se borbulhar é de calcário, portanto da Classe Calcarea. Se não ocorrer nada é da classe Demospongiae.
Para se saber o formato das espículas, pingar Água sanitária e deixar agir por alguns minutos. Assim toda a parte orgânica irá dissolver, sobrando somente as espículas.
Reprodução
As esponjas podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente, conforme as condições ambientais. Quanto a reprodução sexuada a maior parte das esponjas é monóica, porém observa-se espécies dióicas. Seus gametas serão produzidos por uma diferenciação dos amebócitos e serão lançados no ambiente aquático, onde a fecundação pode ocorrer de forma externa ou interna, A maioria das esponjas é vivipara, depois da fertilização o zigoto é retido e recebe nutrientes da esponja parental até que uma larva ciliada seja liberada.Outras esponjas são oviparas destes os dois gametas são expelidos.
Em relação a reprodução assexuada, as esponjas apresentam um alto grau de regeneração, podem se reproduzir pelo processo de brotamento externo ou interno, regeneração ou gemulação/gemação (exclusivo das esponjas de água doce), por meio de um broto que formará uma nova esponja adulta. O brotamento externo ocorre quando uma esponja mãe origina um broto na parte de fora de seu corpo que pode se desligar ou continuar unida a ela. A interna acontece quando os arqueócitos coetados no mesófilo começam a formar uma nova esponja, também chamada de gemulação. Uma esponja produzida de forma assexuada tem exatamente o mesmo material genético de seu genitor.
História geológica
Apesar de não serem tão abundantes, há registros tanto no "velho" como no "novo mundo".
O registro fóssil de esponjas não é muito abundante, exceto em umas poucas localidades. Alguns fósseis de esponjas são encontrados no mundo todo, enquanto outros têm uma distribuição mais restrita a certas áreas. Alguns fósseis de esponjas, como a Hydnoceras e a Prismodictya, do período Devoniano, são encontrados no estado de Nova York. Nos Alpes europeus existem alguns fósseis bem preservados do período Jurássico. Na Inglaterra e na França existem alguns fósseis do Cretáceo. Uma esponja bem antiga, do período Cambriano, é a Vauxia.
Existem fósseis com 1 cm e outros com mais de 1 m. Variam muito em formato, mas as mais comuns são em forma de vaso (como as Ventriculites), em forma de esfera (como as Porosphaera), de píres (Astraeospongiae), folha (Elasmostoma), galhos (Doryderma), irregulares etc.
Embora 90% das esponjas atuais sejam de dermosponjas, os registros fósseis desse tipo são menos comuns que os de outros tipos, pois seus esqueletos são compostos de uma espongina relativamente frágil, que não se fossiliza muito bem.
Referências
- RUPPERT, E.E. & BARNES, R.D. 1994. Zoologia dos invertebrados. 6a ed., São Paulo, Rocca.
- C. Hickman Jr., L. Roberts and A Larson (2003). Animal Diversity, 3rd, New York: McGraw-Hill. ISBN 0-07-234903-4.
Ligações externas
Moluscos
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| Moluscos | ||||
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| Classificação científica | ||||
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| Caudofoveata |
Os moluscos (do latim molluscus, mole) constituem um grande filo de animais invertebrados, marinhos, de água doce ou terrestres, que compreende seres vivos como os caramujos, as ostras e as lulas.
Tais animais têm um corpo mole e não-segmentado, muitas vezes dividido em cabeça (com os órgãos dos sentidos), um pé muscular e um manto que protege uma parte do corpo e que muitas vezes secreta uma concha. A maior parte dos moluscos são aquáticos, mas existem muitas formas terrestres como os caracóis.
A biologia dos moluscos é estudada pela malacologia, mas as conchas - ainda do ponto de vista biológico, não do ponto de vista dos coleccionadores - são estudadas pelos concologistas
O filo Mollusca é o segundo filo com a maior diversidade de espécies, depois dos Artrópodes (cerca de 50 000 espécies viventes e 35 000 espécies fósseis) e inclui uma variedade de animais muito familiares. Essa popularidade deve-se, em grande parte, às conchas desses animais que servem como peças para coleccionadores. O filo abrange formas tais como as ostras, as lulas, os polvos e os caramujos.
Os moluscos são variados e diversos, incluindo várias criaturas familiares conhecidas pelas suas conchas decorativas ou como marisco. Variam desde os pequenos caracóis e amêijoas até ao polvo e à lula (que são considerados os invertebrados mais inteligentes). A lula-gigante é possivelmente o maior invertebrado, e, exceptuando as suas larvas e, para além de alguns espécimes jovens recentemente capturados, nunca foi observada viva. A lula-colossal poderá ser ainda maior.Uma lula-colossal foi encontrada congelada por pescadores.O comprimento da lula chegou a aproximadamente trinta metros.
Possuem um sistema digestivo completo (da boca ao ânus). Os gastrópodese os cefalópodes apresentam uma estrutura chamada rádula, formada por dentículos quitinosos que raspam o alimento.
Os bivalves apresentam um estilete cristalino, responsável por colaborar na digestão ao libertar enzimas digestivas.
O sistema circulatório é aberto, com excepção dos cefalópodes, que exigem alta pressão por se locomoverem rapidamente.
Os moluscos também possuem uma grande importância nas cadeias alimentares, sendo detritívoros, consumidores de microrganismos, predadores de grandes presas (peixes, vermes...) e herbívoros (alimentando-se assim de algas e outras plantas).
Reprodução
- Os moluscos podem ser hermafroditas ou apresentar sexos separados.Os espermatozóides podem ser liberados na água ou dentro do corpo da fêmea.
Classes
Existem dez classes de moluscos, oito que ainda vivem e duas que só são conhecidas através de fósseis.
Estas classes contêm as mais de 250 000 espécies de moluscos:
- Caudofoveata (habitantes de águas profundas; 70 espécies conhecidas);
- Aplacophora (parecidos com minhocas; 250 espécies);
- Polyplacophora (cabeça pequena, sem tentáculos nem olhos; 600 espécies);
- Monoplacophora (habitantes de fundos oceânicos; 11 espécies);
- Bivalvia (ostras, amêijoas, mexilhões, conquilhas, etc.; 8000 espécies);
- Scaphopoda (concha carbonatada aberta dos dois lados; 350 espécies, todas marinhas);
- Gastropoda (corpo protegido por concha e cabeça bem definida; entre 40 000 e 50 000 espécies);
- Cephalopoda (lula, polvo, nautilus; 786 espécies, todas marinhas);
- †Rostroconchia (prováveis ancestrais dos bivalves; cerca de 1000 espécies);
- †Helcionelloida (fósseis; parecidos com caracóis).
Ligações externas
Artrópode
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| Artrópodes | ||||
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Características anatómicas dos artrópodes | ||||
| Classificação científica | ||||
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| Subfilo Trilobitomorpha |
Os Artrópodes (do grego arthros: articulado e podos: pés, patas, apêndices) são animais invertebrados caracterizados por possuírem membros rígidos e articulados. São o maior grupo de animais existentes, representados pelos gafanhotos (insetos), aranhas (arachnida), caranguejos (crustáceos), centopéias (quilópodes) e embuás (diplópodes), somam mais de um milhão de espécies descritas (apenas mais de 890.000 segundo outros autores). Mais de 4/5 das espécies existentes são Artrópodes que vão desde as formas microscópicas de plâncton com menos de 1/4 de milímetro, até crustáceos com mais de 3 metros de espessura.
Os artrópodes habitam praticamente todo o tipo de ambiente: aquático e terrestre e representam os únicos invertebrados voadores. Existem representantes parasitas e simbióticos. Há registros fósseis de artrópodes desde o período Cambriano.
Anatomia dos artrópodes
Os artrópodes têm (1) apêndices articulados e (2) o corpo segmentado, envolvido num (3) exoesqueleto de quitina (números da imagem acima). Os apêndices estão especializados para a alimentação, para a percepção sensorial, para defesa e para a locomoção. São estas "patas articuladas" que dão o nome ao filo e que o separam dos filos mais próximos, os Onychophora e os Tardigrada.
Eles são animais metamerizados, isto é, têm corpo segmentado, mas sua metameria não é tão evidente como a dos anelídeos; isso porque sua metameria heteronôma: os metâmeros (segmentos) diferenciam-se durante o desenvolvimento, alguns deles fundindo-se para a formação de tagmas que são tipicamente:
Dentre as diferentes classes de artrópodes há casos em que dois ou mais tagmas se unem formando uma única peça como é o caso de certos grupos de crustáceos em que os tagmas cabeça e tórax se unem formando o cefalotórax e nos quilópodes e diplópodes em que o tórax se une com o abdômen formando o tronco. No subfilo Chelicerata os tagmas denominam-se prossoma (que corresponde ao cefalotórax) e opistossoma (que corresponde ao abdômen)
O primeiro segmento da cabeça é denominado acron e normalmente suporta os olhos, que podem ser simples ou compostos. O último segmento do abdômen é terminado pelo télson. Cada segmento contém, pelo menos primitivamente, um par de apêndices.
Para poderem crescer, os artrópodes têm de se desfazer do exosqueleto "apertado" e formar um novo, num processo designado muda ou ecdise. Por esta razão, eles fazem parte do clado Ecdysozoa, que é um dos maiores grupos do reino animal, incluindo ainda os nematódeos, os Nematomorpha, os Tardigrada, os Onychophora, os Loricifera, os Priapulida e os Cephalorhyncha.
Diferentemente de anelídeos e moluscos,a excreção dos artrópodes é realizada por TÚBULOS DE MALPIGHI,e não por nefrídeos.
Estes animais respiram por um sistema de traqueias, túbulos que abrem para o exterior através de poros na cutícula chamados espiráculos, e que se estendem por todo o corpo, promovendo a troca de gases. Os artrópodes aquáticos têm brânquias ligadas ao sistema de traqueias.
O sistema circulatório dos artrópodes consiste numa bateria de corações que se dispõem ao longo do corpo e que bombeiam a hemolinfa (o "sangue" destes animais muitas vezes não contém hemoglobina, baseada em ferro, mas sim hemocianina, baseada em cobre), que se encontra banhando os tecidos.
Os artrópodes são protostômios e possuem um celoma reduzido a um espaço à volta dos órgãos da reprodução e da excreção.
Classificação e filogenia dos artrópodes
Um grupo tão numeroso e diversificado, tanto em espécies atuais como extintas, como os artrópodes teria de ser necessariamente difícil de classificar, assim como de definir as suas relações filogenéticas.
Tradicionalmente, considerava-se que os artrópodes teriam tido origem nos anelídeos, por causa da semelhante segmentação do corpo. No entanto, estudos genéticos recentes mostraram que não é assim e que os filos mais próximos dos artrópodes são os Onychophora e os Tardigrada. Além disso, parece aceitável que estes filos e os restantes Ecdysozoa formam um clado monofilético. Os anelídeos, por outro lado, têm características embrionárias em comum com os moluscos e são atualmente classificados no clado Trochozoa (ou Lophotrochozoa, juntamente com os rotíferos e outros animais antes considerados pseudocelomados).
A subdivisão dos artrópodes em grupos que possam igualmente ser considerados clados é também contenciosa. Alguns autores consideram que os Hexapoda e os Myriapoda formam o clado Uniramia, com apêndices não divididos e que seriam um "clado-irmão" dos crustáceos, mas a filogenia destes grupos ainda não está bem estabelecida, pelo que se adotou aqui a classificação em cinco sub-filos, que é a mais aceita.
Como já foi referido, foram encontrados fósseis de artrópodes do período Cambriano, mas há indicações de que formas ainda mais antigas, pertecentes à “Biota Vendiana”, como os "Vendiamorfos" e os "Anomalocaridiídeos" podem ter sido antepassados dos artrópodes atuais.
Referências externas
- Integrated Taxonomic Information Systm ITIS TSN: 82696
- Peripatus
- Campbell, Reece and Mitchell. Biology. 1999
Crustáceo
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| Remipedia |
Os crustáceos são animais invertebrados. O grupo é bastante numeroso e diversificado e inclui cerca de 50.000 espécies descritas. A maioria dos crustáceos são organismos marinhos, como as lagostas, camarões e as cracas e percebes, tatuís ou Emerita brasiliensis (que vivem enterrados nas areias das praias do Brasil), os siris e os caranguejos, mas também existem crustáceos de água doce, como a pulga da água (Daphnia) e o camarão do Rio São Francisco do estado da Bahia (Brasil) e mesmo crustáceos terrestres como o bicho-da-conta e o tatuzinho de jardim que habita as terras brasileiras.
Podem encontrar-se crustáceos em praticamente todos os ambientes do mundo, desde as fossas abissais dos oceanos, até glaciares e lagoas temporárias dos desertos.
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Anatomia
Os crustáceos (do latim crusta = carapaça dura) têm um exosqueleto de quitina e outras proteínas, ao qual se prendem os músculos. Para poderem crescer, estes animais têm de se desfazer do exosqueleto "apertado" e formar um novo, a muda ou ecdise. Por esta razão, foi formado um grupo sistemático para englobar todos os animais que mudam o exosqueleto, os Ecdysozoa, que inclui os artrópodes, os nemátodes, os Nematomorpha, os Tardigrada, os Onychophora e os Cephalorhyncha. Esse exoesqueleto é também apropriado para que esses animais não se desidratem quando estão expostos ao sol.
Os crustáceos têm geralmente o corpo segmentado como os anelídeos, com um par de apêndices em cada segmento. O corpo é geralmente dividido em cabeça, tórax e abdómen; a fusão de segmentos é comum e, em certos grupos de crustáceos, a cabeça e o tórax encontram-se fundidos no que geralmente se chama o cefalotórax que é a região recoberta pela carapaça (espessamento sobre o exoesqueleto).
Tipicamente apresentam dois pares de antenas (primeiro par; antenula e o segundo par; antena) na cabeça, pelo menos na fase larval, olhos compostos, três pares de apêndices bucais e um télson no último segmento abdominal. Os apêndices são tipicamente birramosos, com exceção do primeiro par de antenas.
O sistema nervoso dos crustáceos é parecido com o dos anelídeos, com um gânglio "cerebral", um anel nervoso à volta da faringe e um par de cordões nervosos na região ventral, com gânglios em cada segmento.
Tal como todos os artrópodes, os crustáceos são eucelomados, ou seja, possuem um celoma formado por esquizocelia (como em todos os protostómios), mas neste sub-filo o celoma encontra-se muito reduzido e normalmente contém apenas os sistemas reprodutor e excretor.
Os resíduos metabólicos, recolhidos pelo sangue e presentes nas hemoceles, são excretados pelas glândulas verdes ou antenais, presentes no cefalotórax e que se abrem nos poros excretores, localizados perto das inserções das antenas.
Os crustáceos têm um sistema circulatório aberto: o sangue (ou hemolinfa) banha os órgãos internos - que se encontram numa cavidade denominada hemocélio - e é bombeado para dentro e fora do coração através de orifícios chamados óstios. As espécies menores respiram por difusão dos gases através da superfície do corpo, mas as maiores possuem brânquias.
Reprodução
A maioria dos crustáceos têm sexos separados, que se podem distinguir como apêndices especializados, normalmente no último segmento toráxico. Algumas espécies apresentam mesmo dimorfismo sexual, não só em termos do tamanho, mas também de outras características: no caranguejo de mangal, Scylla serrata, uma espécie abundante da região indo-pacífica, a fêmea é maior que o macho e têm o abdomen mais largo, podendo assim incubar os ovos com maior segurança.
Durante a cópula, o macho transfere para a fêmea uma cápsula com os espermatozóides, denominada espermatóforo, que ela abre na altura em que liberta os óvulos. Os ovos são muitas vezes incubados pela fêmea até o embrião estar totalmente formado. Nos casos com crescimento por metamorfoses, os ovos libertam larvas que são geralmente pelágicas, fazendo parte do zooplâncton.
Morfologia dos crustáceos
Para além das características gerais, é importante mencionar os principais apêndices de um crustáceo típico, localizados dos lados de cada segmento e cujo número e aspecto são usados para a sua identificação.
- Na cabeça:
- No tórax:
- maxilípedes ou “patas-maxilas” (0-3 pares);
- pereiópodes ou “patas-de-locomoção” podendo apresentar o primeiro par de pereiópodes quelado usado para defesa (até 5 pares);
- No abdómen:
Estes apêndices são igualmente articulados e tipicamente birramosos e podem apresentar birreme (bifurcação nos apendices); as suas partes típicas são:
- o protópode, a porção que articula com o corpo do animal;
- o exópode, a porção seguinte, localizada do lado externo do corpo;
- o endópode, uma parte paralela ao exópode, localizada do lado interno do corpo;
- os epípodes e endites, que são apêndices adicionais do protópode, os primeiros localizados no corpo do protópode, os segundos na sua extremidade.
Um apêndice com todas estas partes também se denomina filópode.
Ontogenia e metamorfoses
Os crustáceos apresentam dois tipos de estratégias de desenvolvimento: (1) por crescimento directo do animal que emerge do ovo e (2) por metamorfoses, através duma série de fases larvares.
O crescimento direto pode ser simples, em que o animal apenas aumenta de tamanho até atingir a maturação sexual, ou anamórfico, em que a morfologia do animal se altera em cada muda, seja pelo aumento do número de segmentos ou de apêndices no corpo; por vezes, a primeira larva pode ser bastante diferente do adulto.
O crescimento por metamorfoses, em que as larvas são normalmente pelágicas, é uma estratégia de reprodução que assegura a maior dispersão da espécie.
Os crustáceos apresentam três tipos básicos de larvas:
- Nauplius – formado por três segmentos cefálicos com os apêndices típicos da cabeça, antênulas, antenas e mandíbulas e com um único olho na parte central do corpo; o tronco começa sem segmentação, mas em cada muda vão aparecendo novos segmentos, no último dos quais se encontra um télson birramoso; a cabeça é protegida por um “escudo cefálico”, um princípio de carapaça. Em algumas espécies, o olho naupliar é conservado nos adultos.
Os restantes dois tipos de larvas encontram-se apenas nos membros do grupo Malacostraca, ao qual pertencem os camarões e caranguejos:
- Zoea – é uma forma com uma grande carapaça, que protege a cabeça e parte do tórax, um abdomen segmentado e com um telson bem desenvolvido; os olhos compostos formam-se nesta fase; apresenta exópodes natatórios nos apêndices tráxicos, mas os pleópodes estão ausentes ou pouco desenvolvidos.
- Mysis – é ainda uma larva pelágica com apêndices birramosos em todos os segmentos toráxicos e abdominais; apresenta formas muito variadas, dependendo das espécies.
Existe ainda uma quarta forma que faz a transição para o estado adulto (nos crustáceos demersais é nesta fase que o animal se fixa no substrato) e que é muitas vezes considerada uma pós-larva:
- Megalopa - caracteriza-se por apresentar pleópodes nos segmentos abdominais.
As diferenças no aspecto das várias larvas dos crustáceos levaram no passado a considerá-las espécies separadas. Foi só quando os investigadores começaram a criar larvas em aquários e observaram as suas metamorfoses que foi possível identificar todas estas fases; no entanto, esta criação é difícil, uma vez que as diferentes larvas podem requerer condições diferentes e, por essa razão, ainda subsistem muitas espécies para as quais não se conhece completamente o ciclo de vida.
Taxonomia
A classificação científica dos crustáceos não está inteiramente estabelecida, uma vez que, devido ao grande número e diversidade de espécies e formas, as relações evolutivas não são claras.
A lista que segue trata como classes os diferentes grupos geralmente considerados como clades dos crustáceos e é a recomendada pela ITIS (Integrated Taxonomic Information System ou Sistema Integrado de Informação Taxonómica).
Subfilo Crustacea ou Crustaceomorpha
- Classe Remipedia
- Ordem Enantiopoda
- Ordem Nectiopoda
- Classe Cephalocarida
- Ordem Brachypoda
- Classe Branchiopoda
- Subclasse Phyllopoda
- Subclasse Sarsostraca
- Classe Ostracoda
- Classe Maxillopoda
- Subclasse Mystacocarida
- Subclasse Copepoda
- Subclasse Branchiura
- Subclasse Pentastomida
- Subclasse Tantulocarida
- Subclasse Thecostraca (Cirripedia - cracas e percebes)
- Classe Malacostraca
- Subclasse Eumalacostraca
- Subclasse Hoplocarida
- Subclasse Phyllocarida
Registros fósseis de crustáceos
Os registos mais antigos de fósseis de crustáceos parecem ser de cracas do período Cambriano (543 a 490 milhões de anos atrás), portanto, de entre os animais mais antigos que se conhecem. As lagostas e caranguejos, com os seus exosqueletos calcificados deixaram boas marcas das eras Mesozóica e Cenozóica. A “Camada de Lagostas” da ilha de Wight, na Inglaterra é famosa pelas formas bem conservadas de lagostas do período Cretácico. Na Alemanha, também se encontram bons fósseis de crustáceos do período Jurássico no calcário de Solnhofen.
O grupo com registo fóssil + completo entre os crustáceos é o grupo Ostracoda, pequenos animais com uma carapaça similar a dos moluscos bivalves. Os mais antigos pertencem ao período Cambriano, aparecem mais diversificados no Ordoviciano e são especialmente abundantes no Silúrico. Em certos casos, os depósitos destas “conchas” formam um tipo de rocha por vezes usada em construção: a coquina. Os penhascos brancos de Dover, na Inglaterra, são um bom exemplo desta rocha.
Inseto
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| Inse(c)tos | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Aromia moschata | ||||||||
| Classificação científica | ||||||||
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Os insetos (português brasileiro) ou insectos (português europeu) são animais invertebrados da classe Insecta, o maior e, na superfície terrestre, mais largamente distribuído grupo de animais do filo Arthropoda.
Os insetos são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra, possuem mais de 800 mil espécies descritas - mais do que todos os outros grupos de animais juntos. Os insetos podem ser encontrados em quase todos os ecossistemas do planeta, mas só um pequeno número de espécies se adaptaram à vida nos oceanos. Existem aproximadamente 5 mil espécies de Odonata (libelinhas), 20 mil de Orthoptera (gafanhotos), 170 mil de Lepidoptera (borboletas), 120 mil de Diptera (moscas e mosquitos), 82 mil de Hemiptera (percevejos e afídeos), 350 mil de Coleoptera (besouros) e 110 mil de Hymenoptera (abelhas, vespas e formigas).
A ciência que estuda os insetos é a Entomologia.
Alguns grupos menores, com uma anatomia semelhante, como os colêmbolos, eram agrupados com os insetos no grupo Hexapoda, mas atualmente seguem um grupo parafilético Ellipura, tendo discussões filogenéticas relevantes no campo da biologia comparativa. Os verdadeiros insetos distinguem-se dos outros artrópodes por serem ectognatas, ou seja, com as peças bucais externas e por terem onze segmentos abdominais. Muitos artrópodes terrestres, como as centopeias, mil-pés, escorpiões, aranhas, como também microartrópodes colêmbolos são muitas vezes considerados erroneamente insetos.
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Morfologia
Anatomia externa
Os insetos são geralmente pequenos e têm o corpo segmentado e protegido por um exosqueleto de quitina. O corpo é dividido em três tagmas: cabeça, tórax e abdómen. Na cabeça encontram-se um par de antenas sensoriais, um par de olhos compostos, dois ou três olhos simples ou ocelos e as peças bucais: um par de mandíbulas, um par de maxilas e a hipofaringe. Outras estruturas que fazem parte do aparelho bucal dos insetos são o lábio, o labro, um par de palpos labiais, um par de palpos maxilares e o clípeo. Essas peças são modificadas em cada grupo para atender aos diferentes hábitos alimentares, formando diversos tipos de aparelho bucal (sugador, mastigador, triturador e lambedor).
Podem ser caracterizados como animais de simetria bilateral e segmentados como os demais artrópodes e também com os anelídeos. São, porém, os únicos artrópodes que possuem asas, que são finas expansões do exoesqueleto, possibilitando a dispersão por distâncias maiores.
O tórax é dividido em três segmentos: protórax, mesotórax e metatórax cada um com um par de patas e, nos alados (Pterygota), um ou dois pares de asas, um no mesotórax e outro no metatórax.
O abdómen em geral apresenta onze segmentos, mas em muitos esse número é reduzido. Podem ser encontrados apêndices no 11° segmento, estes são chamados cercos. Além disso, é no abdómen que se encontram as estruturas reprodutivas. Nos machos o segmento genital é o 9°, onde há a abertura genital. Nas fêmeas são os segmentos 8° e 9°. Os machos de algumas espécies podem apresentar um par de ganchos no segmento genital que auxilia na cópula como nos percevejos (Hemiptera), outros insetos possuem estilos (par de pequenos prolongamentos) como baratas e louva-a-deus. As fêmeas de muitos insetos possuem ovipositores, apêndices dos segmentos genitais adaptados a postura de ovos. São compostos de três pares de valvas, um no 8° segmento e dois no 9° segmento.
Anatomia Interna
A- Cabeça B- Tórax C- Abdómen
1. antena
2. ocelo (inferior)
3. ocelo (superior)
4. olho composto
5. cérebro (gânglios cerebrais)
6. protórax
7. artéria dorsal
8. tubos traqueais e espiráculos
9. meso-tórax
10. meta-tórax
11. asa (1ª)
12. asa (2ª)
13. intestino médio (mesêntero)
14. coração
15. ovário
16. intestino posterior (proctodeo)
17. ânus
18. vagina
19. gânglios abdominais
20. túbulos de Malpighi
21. tarsômero
22. garras tarsais
23. tarso
24. tíbia
25. fémur
26. trocanter
27. intestino anterior (estomodeo)
28. gânglios torácicos
29. coxa
30. glândula salivar
31. gânglio sub-esofágico
32. peças bucais
Os insetos são protostômios, triblásticos e celomados. Têm um sistema digestivo completo, consistindo num tubo que vai da boca ao ânus. O sistema excretor consiste em túbulos de Malpighi para a remoção dos dejetos nitrogenados e no intestino posterior para a osmorregulação: através do intestino posterior, os insetos são capazes de reabsorver água com os iões K+ e Na+ e, por isso, eles normalmente não excretam água com as fezes, permitindo-lhes conservá-la e, assim, sobreviver em ambientes áridos.
A respiração dos insetos é realizada por um sistema de traquéias que transportam o oxigênio dentro do corpo. Estas traquéias têm aberturas na cutícula chamadas espiráculos, por onde são feitas as trocas gasosas. O sistema circulatório dos insetos, como nos restantes artrópodes, é aberto: o coração bombeia a hemolinfa através de artérias para espaços que rodeiam os órgãos; quando o coração se descontrai, a hemolinfa volta para dentro deste órgão.
O complexo sistema nervoso é constituído por vários pares de gânglios ligados, fundidos, que se unem na região da cabeça e que formam uma massa cerebral. Esta massa se une a uma longa rede nervosa de gânglios ventrais que vai até a extremidade do abdome.
Biologia
Muitos insetos possuem um ou dois pares de asas localizadas no segundo e terceiro segmentos torácicos e são o único grupo de invertebrados que desenvolveu a capacidade de voar, o que teve um importante papel no seu sucesso reprodutivo. Os insetos alados e as espécies relacionadas que perderam secundariamente as asas estão agrupadas nos Pterygota.
Em alguns insetos, o vôo depende muito da turbulência atmosférica, mas nos mais “primitivos” está baseado em músculos que fazem bater as asas. Noutras espécies mais “avançadas”, do grupo Neoptera, as asas podem ser dobradas sobre o dorso, e quando em uso são acionadas por uma ação indirecta de músculos que atuam sobre a parede do tórax. Estes músculos contraem-se quando se encontram distendidos, sem necessitarem de impulsos nervosos, permitindo ao animal bater as asas muito mais rapidamente.
Os insetos jovens, depois de sairem dos ovos, sofrem uma série de mudas ou ecdises a fim de poderem crescer – uma vez que o exosqueleto não lhes permite crescer sem o mudarem. Nas espécies que apresentam metamorfose incompleta, os juvenis, chamados ninfas, não possuem asas, e são basicamente iguais aos adultos na forma do corpo; na metamorfose completa, característica dos Endopterygota, a eclosão do ovo produz uma larva, geralmente em forma de verme (a lagarta) que, depois de crescer, se transforma numa pupa que, muitas vezes, se encerra num casulo, ou numa crisálida, que muda consideravelmente de forma, antes de emergir como adulto.
Algumas espécies de insetos, como as formigas e as abelhas, vivem em sociedades tão bem organizadas que são por vezes consideradas superorganismos.
Muitos insetos possuem orgãos dos sentidos muito refinados; por exemplo, as abelhas podem ver a luz ultravioleta e os machos das falenas têm um forte olfacto que lhes permite detectar as feromonas de fêmeas a quilómetros de distância.
O papel dos insetos no meio ambiente e na sociedade humana
Muitos insetos são considerados daninhos porque transmitem doenças (mosquitos, moscas), danificam construções (térmitas) ou destróem colheitas (gafanhotos, gorgulhos) e muitos entomologistas econômistas ou agrônomos se preocupam com várias formas de lutar contra eles, por vezes usando insecticidas mas, cada vez mais, investigando métodos de biocontrolo.
Apesar destes insectos prejudiciais terem mais atenção, a maioria das espécies é benéfica para o homem ou para o meio ambiente. Muitos ajudam na polinização das plantas (como as vespas, abelhas e borboletas) e evoluíram em conjunto com elas – a polinização é uma espécie de simbiose que dá às plantas a capacidade de se reproduzirem com mais eficiência, enquanto que os polinizadores ficam com o néctar e pólen. De fato, o declínio das populações de insetos polinizadores constitui um sério problema ambiental e há muitas espécies de insetos que são criados para esse fim perto de campos agrícolas.
Alguns insetos também produzem substâncias úteis para o homem, como o mel, a cera, a laca e a seda. As abelhas e os bichos-da-seda têm sido criados pelo homem há milhares de anos e pode dizer-se que a seda afectou a história da humanidade, através do estabelecimento de relações entre a China e o resto do mundo. Em alguns lugares do mundo, os insectos são usados na alimentação humana, enquanto que noutros são considerados tabu. As larvas da mosca doméstica eram usadas para tratar feridas gangrenadas, uma vez que elas apenas consomem carne morta e este tipo de tratamento está a ganhar terreno actualmente em muitos hospitais.
Além disso, muitos insetos, especialmente os escaravelhos, são detritívoros, alimentando-se de animais e plantas mortas, contribuindo assim para a remineralização dos produtos orgânicos.
Embora a maior parte das pessoas não saiba, provavelmente a maior utilidade dos insetos é que muitos deles são insectívoros, ou seja, alimentam-se de outros insetos, ajudando a manter o seu equilíbrio na natureza. Para qualquer espécie de inseto daninha existe uma espécie de vespa que é, ou parasitóide ou predadora dela. Por essa razão, o uso de inseticidas pode ter o efeito contrário ao desejado, uma vez que matam, não só os insetos que se pretendem eliminar, mas também os seus inimigos.
Taxonomia
Existem divergências entre os diversos autores a respeito da classificação dos Insectos. Portanto esta pode se apresentar ligeiramente diferente de acordo com a fonte consultada.
[editar] Subclasse Apterygota
- Archaeognatha
- Monura - extinta
- Thysanura (traça (Br), lepisma (Pt)
- Collembola - colêmbolos
- Diplura - dipluros
- Protura - proturos
Subclasse Pterygota
- Infraclasse Palaeoptera
- Palaeodictyoptera - extinta
- Ephemeroptera (efémeras)
- Odonata (libelinhas, libélulas, cavalinhos-do-diabo ou lavadeiras (Br))
- Infraclasse Neoptera
- Superordem Orthopterodea
- Blattodea (baratas)
- Mantodea (louva-a-deus)
- Isoptera (térmitas ou cupins)
- Zoraptera
- Grylloblattodea
- Dermaptera (tesourinhas)
- Plecoptera
- Orthoptera (gafanhotos, grilos)
- Phasmatodea (bichos-pau, timemas)
- Embioptera (embiídeos)
- Mantophasmatodea
- Superordem Hemipterodea
- Superordem Endopterygota
- Miomoptera - extinta
- Megaloptera
- Raphidioptera
- Neuroptera (formiga-leão)
- Coleoptera (besouros, escaravelhos, joaninhas, gorgulhos etc.)
- Strepsiptera
- Mecoptera
- Siphonaptera (pulgas)
- Protodiptera extinta
- Diptera (moscas e mosquitos)
- Trichoptera
- Lepidoptera (borboletas, mariposas)
- Hymenoptera (formigas, abelhas, vespas etc.)
- Superordem Orthopterodea
Fósseis
O estudo de insectos fossilizados chama-se paleoentomologia.
Ligações externas
- Tree of Life Project – Insecta
- Insect pictures -- from Webster's 1911
- Site geral sobre os insetos
- ESALQ Entomological Museum (USP Brazil - english/português)
- Site sobre Insetos da University of British Columbia - em inglês
Aracnídeos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Aracnídeos | ||||||||
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| Classificação científica | ||||||||
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| Trigonotarbida - extinta |
Os aracnídeos (do latim científico: Arachnida) são uma classe do filo dos artrópodes que inclui, dentre outros, aranhas, carrapatos, ácaros opiliões e escorpiões, compreendendo mais de 60.000 espécies. O nome desta classe tem origem na figura da mitologia grega Arachne. Quase todas as espécies são animais terrestres.
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Características
1)Possuem 4 pares de patas(8 patas). 2)Possuem 1 par de palpos(para agarrar as vítimas ou alimento). 3)Não possuem antenas. 4)O corpo é dividido em: cefalotórax e abdome. 5)Podem possuir ferrões ou agulhão, por isso picam e não mordem. 6)A aranha possui dois ferrões chamados quelíceras. 7)Algumas aranhas tecem teias por estruturas chamadas: fiandeiras. Algumas não fazem teia (são as mais perigosas). A exceção é a viúva-negra (pequena), que tece e é perigosa! 8)Reprodução sexuada, fecundação interna.
Classificação dos aracnídeos:
a) araneídeos: aranhas - b) escorpionídeos: escorpião - c) acarinos: ácaros e carrapatos.
Em algumas espécies, noutras serve pra capturar as presas e noutras ainda como orgão da reprodução. Nos solpugídeos os pedipalpo é semelhante às pata, fazendo parecer que têm cinco pares. As larvas dos ácaros têm apenas 6 patas - o último par só se forma na fase de ninfa.
Os aracnídeos não possuem antenas nem mandíbulas. Apresentam quelíceras ao redor da boca como estruturas envolvidas na manipulação do alimento. Possuem também ao redor da boca um par de pedipalpos, estruturas que podem ter diversas funções. As aranhas e os escorpiões são basicamente carnívoros. Muitos desses predadores possuem glândulas de veneno, que utilizam para paralisar sua presa.
Respiração
Os aracnídeos respiram por filotraquéias, também denominadas pulmões foliáceos. Nas aranhas, além das filotraquéias existem as traquéias, embora em algumas espécies menores a respiração seja cutânea. Algumas espécies possuem pulmões folhosos.
Predação
Os animais desta classe são geralmente predadores e algumas espécies possuem glândulas de veneno com o qual matam as suas presas. A maioria é carnívora e a digestão ocorre parcialmente fora do corpo. As presas são capturadas e mortas pelos pedipalpos e quelíceras. São lançadas enzimas nas presas para que ocorra uma pré-digestão. O fluído alimentar é sugado por uma faringe bombeadora ou por um estômago bombeador, nos casos das aranhas. A digestão é lenta. É o veneno que paralisa e faz a pré-digestão dos tecidos, facilitando a digestão. A aranha possui uma glândula de veneno para cada quelícera. Algumas espécies são parasitas.
Reprodução
Os aracnídeos são dióicos e reproduzem-se por fecundação interna, e produzem ovos, de onde saem indivíduos imaturos, mas semelhantes aos progenitores (sem metamorfoses).
Inoculadores de veneno
- Escorpião - através do aguilhão;
- Aranha - através das quelíceras;
- Pseudo-escorpião - através dos pedipalpos;
- Obs : O escorpião vinagre não "produz" veneno, e sim uma substância ácida, que ele não inocula e sim "espirra" essa substância em cima da presa.
Anatomia Interna
- Intestino - é arborescente, para ter uma maior área de absorção;
- O intestino médio posterior aumenta a produção de enzimas e a região de absorção;
- O coração se localiza dorsalmente no abdome;
- O pulmão foliáceo é uma abertura ventral para onde o ar entra;
- Os pulmões levam o oxigênio para a corrente sanguínea que vai, é lógico, oxigenar todo o sangue. Os pulmões não são utilizados por todos os aracnídeos;
- As aranhas possuem tanto traquéias quanto pulmões;
- O sistema traqueal, a abertura é chamada espiráculo leva o oxigênio diretamente para todos os tecidos;
- Animais que respiram por traquéias não apresentam pigmentos sanguíneos, pois não é o sangue que transporta o oxigênio.
- Grande vaso dorsal:
- Aranhas: 3 pares de ostíolos.
- Escorpiões: 7 pares de ostílos.
- Os aracnídeos possuem glândulas coxais na base das patas que faz comunicação com o exterior eliminando as excretas;
- Os aracnídeos perdem pouca água na forma de excreta;
- Todos os líquidos que banham o Túbulo de Malphigi são filtrados entre o intestino médio e o intestino posterior, as excretas são eliminadas juntas com as fezes pelo ânus;
- O coração está sempre na metade anterior do abdome. Condição Primitiva (escorpião) - coração com 7 pares de ostíolos. Vários graus de redução são encontrados nas diferentes ordens;
- Alguns possuem tanto Túbulos de Malpighi quanto Glândulas Coxais;
- Principal resíduo nitrogenado é a guanina;
- TRICOBÓTRIOS - são pêlos sensoriais que percebem a vibração de corrente de ar;
- Órgãos em Fenda - espalhados por todo o corpo principalmente nos apêndices e percebem a tensão no esqueleto, e também detecta as informações sonoras;
- PENTE - presente somente em escorpiões, com função de perceber vibrações no substrato (reprodução);
- O orifício genital de ambos os sexos está localizado na região ventral do segundo segmento abdominal. Muitos têm transmissão indireta de espermatozóides através de um (1) espermatóforo;
- Podem ser ovíparos ou vivíparos;
- Pode ter cuidado parental, ou seja, pais cuidando "atenciosamente" dos filhotes, e depois de um certo tempo começa a ter canibalismo, ou seja as fêmeas passam a comer os machos após a cópula;
- A diferenciação do sexo é muito complicada. A extremidade dos palpos é diferente, nos machos é um apêndice usado para transmitir espermatozóides (aranhas);
- Nos escorpiões está na localização da abertura genital, os pentes estão ao lado, podendo ter relação com a reprodução (percebe também estímulos sexuais);
- Na hora da reprodução mantêm uma certa distância por causa dos ferimentos que podem ser causados pelo aguilhão (imune ao próprio veneno);
- O macho do escorpião produz um espermatóforo (cápsula) e conduz a fêmea para que ela possa se fecundar (reprodução indireta);
- Depois de nascidos, os fihotes de aranha se depositam sobre a fêmea;
- Pode-se ter casos de teia comunitária para os filhotes.
Classificação
- Trigonotarbida - extintos
- Amblypygi - amblipígeos, aracnídeos com primeiro par de patas muito alongadas
- Araneae - aranhas (cerca de 40.000 espécies)
- Mesothelae - aranhas primitivas, muito raras
- Opisthothelae - todas as outras aranhas
- Araneomorphae - aranhas mais comuns
- Mygalomorphae - aranhas caranguejeiras
- Phalangiotarbida - extintos
- Opiliones - opiliões, aranha-alho ou temenjoá (mais de 6.300 espécies)
- Palpigradi - muito pequenos, raramente encontrados
- Pseudoscorpionida - pseudoescorpiões
- Ricinulei - ricinuleídeos (73 espécies)
- Schizomida - esquizomídeos
- Scorpiones - escorpiões (cerca de 2.000 espécies)
- Solifugae - solífugos ou solpugídeos (900 espécies)
- Haptopoda - extintos
- Uropygi - escorpiões-vinagre (100 espécies)
- Acarina - ácaros e carrapatos (30.000 espécies)
- Acariformes
- Sarcoptiformes
- Trombidiformes
- Opilioacariformes
- Parasitiformes
- Acariformes
Ligações externas
- Estudos Universitários:
- Arachnology.
- Arachnid Photo Gallery (The American Arachnological Society).
- Geocities – Aracnídeos.
Equinoderme
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Equinodermata | ||||||
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"Echinidea" do livro, de Ernst Haeckel, Kunstformen der Natur de 1899. | ||||||
| Classificação científica | ||||||
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Os equinodermos são os seres do filo Echinodermata (do grego echinos, espinho + derma, pele + ata, caracterizado por), pertencente à clado Deuterostomia do reino Animalia. São animais marinhos, de vida livre, exceto pelos crinoides que vivem fixos ao substrato rochoso (sésseis) e de simetria radial que também contem sua exceção: as plumas-do-mar, que se locomovem pelos cínus. Como exemplo podem ser citados os equinodermos: estrela-do-mar, holotúria e ouriço-do-mar.Este filo surgiu no período Cambriano recente e contêm cerca de 7.000 espécies viventes e 13.000 extintas.
Estes animais se aproximam muito dos cordados por possuírem celoma verdadeiro (de origem enterocélica) e por serem deuterostômios, ou seja, o orifício embrionário conhecido como blastóporo origina o ânus dos indivíduos.
Na fase larval os equinodermos possuem simetria bilateral, vindo desenvolver a simetrial radial somente no adulto. As larvas são livres natantes e semelhantes a embriões de cordados. Depois, o lado esquerdo do corpo se desenvolve mais que o direito, que é absorvido, e organiza-s numa simetria radial, em que o corpo é arranjado em partes em volta de um eixo central. Esta é basicamente pentâmera, ou seja, os elementos se dispõem em 5 ou múltiplos de 5. Possuem esqueleto formado por placas calcárias, coberto por fina camada epidérmica. O endoesqueleto mesodérmico é formado de pequenas placas de calcário e espinhos, que formam um rígido suporte que contem em si os tecidos do organismo; alguns grupos têm espinhos modificados chamados pedicelários que possibilitam a vida livre.
Os equinodermos tipicamente possuem um sistema ambulacral ou aquífero que além de substituir o sistema circulatório no transporte de substâncias também é utilizado na locomoção destes animais. O sistema ambulacral funciona através de um sistema de canais hidráulicos, nos quais a diferença de pressão produz movimentos físicos. Também existem ventosas nas extremidades dos canais que permitem ao animal fixar-se ao substrato, exceto os representantes da classe ophiuroidea.
Eles têm um sistema nervoso radial simples que consistem em uma rede nervosa modificada (neurônios interconectados sem nenhum órgão central) e composto por anéis nervosos nervos radiais em volta da boca se estendendo por cada braço. Os ramos desses nervos coordenam o movimento do animal. Os equinodermos não têm cérebro, embora alguns possam ter gânglios.
Os espinhos estão presentes em diversos formatos nos grupos de equinodermos, e atuam com a função de proteger o animal e para a locomoção. Podem ser recobertos por substâncias de caráter tóxico.
Muitos equinodermos têm notável poder de regeneração: uma estrela-do-mar cortada radialmente em várias partes vai, depois de alguns meses, regenerar em tantas estrelas viáveis quantas foram as partes separadas. O corte de um braço(com uma parte proporcional de massa da parte central e de tecido nervoso) vai, em circunstâncias ideais, regenerar do mesmo modo.
Os sexos normalmente são separados. A reprodução sexual tipicamente consiste de liberação de ovos e espermas na água, com a fecundação acontecendo externamente.
Formas fósseis incluem os blastóides, edrioasteróides, e vários outros animais do Cambriano conhecidos como Helicoplacus, carpóides, Homalozoa, e eocrinóides como a Gogia.
Echinodermata é o maior filo animal que carece de seres que vivem em água doce ou em terra.
Classificação
O filo Echinodermata é subdividido em dois subfilos: os Pelmatozoa e os Eleutherozoa. Os primeiros incluem os equinodermas cuja abertura bucal está voltada para cima. São geralmente sésseis e podem apresentar uma coluna de fixação formada por placas muitas vezes em forma de discos. De acordo com a sistemática aqui adotada, são subdivididos em cinco classes: Heterostelea, Cystoidea, Blastoidea, Crinoidea e Edrioasteroidea, todos da era Paleozóica com exceção de um grupo de crinóides que atingiram os tempos atuais.
Os Eleutherozoa são animais livres cuja abertura bucal é direcionada para baixo, exceto nos pepinos-do-mar onde é posicionada na parte anterior. Também são subdivididos em cinco classes: Holothurioidea, Echinoidea, Asteroidea, Ophiuroidea e Ophiocistoidea, sendo esta última a única extinta e encontrada na era Paleozóica.
Pequenos grupos fósseis do Paleozóico Inferior tais como os Helicoplacoidea, Machaeridia, Cyamoidea e Cycloidea são muitas vezes descritas como formas possivelmente próximas dos equinodermas, mas atualmente, são posicionados como incertae sedis.
Classes viventes:
- Classe Crinoidea (lírio-do-mar):cerca de 600 espécies que se alimentam de seres que vivem em suspensão na água.
- Classe Echinoidea (ouriço-do-mar e bolachas-da-praia)
- Classe Asteroidea (estrelas-do-mar):Cerca de 1.500 espécies que capturam presas para se alimentar.
- Classe Concentricycloidea, notáveis pelo seu único sistema vascular; duas espécies; recentemente separadas dos Asteroidea.
- Classe Ophiuroidea (ofiúro):cerca de 1.500 espécies.
- Classe Holothurioidea (holotúria ou pepino-do-mar): animais alongados, semelhantes a lesmas; cerca de 1.000 espécies.
Ligações externas
Cordados
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| Cordados | ||||||||||
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Mandril (Mandrillus sphinx) | ||||||||||
| Classificação científica | ||||||||||
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Os cordados (Chordata, do latim chorda, corda) constituem um filo dentro do reino Animalia, que inclue os vertebrados, os anfioxos e os tunicados. Estes animais são caracterizados pela presença de uma notocorda, um tubo nervoso dorsal, fendas branquiais e uma cauda pós-anal, em pelo menos uma fase de sua vida. Os cordados compartilham características com muitos animais invertebrados sem notocorda, quanto ao plano estrutural, tais como simetria bilateral, eixo ântero-posterior, celoma, metamerismo e cefalização.
Os cordados, juntamente com dois outros filos, o Hemichordata e o Echinodermata, formam o grupo dos deuterostômios (Deuterostomia), ligados por diversos aspectos embrionários peculiares, na forma de suas larvas, pelo desenvolvimentos das aberturas embrionárias e do celoma. Internamente os cordados são divididos em três subfilos: Urochordata, Cephalochordata e Vertebrata, principalmente com base nas características da notocorda. Nos urocordados, o estágio larval têm notocorda e tubo neural, ambas desaparecendo no estágio adulto. Os cefalocordados têm notocorda e tubo neural, mas sem vértebras. Já nos vertebrados, exceto nas feiticeiras (Myxini), a notocorda foi reduzida e o tubo neural foi circundado por uma coluna vertebral cartilaginosa ou óssea.
As relações filogenéticas dos cordados ainda não são bem compreendidas, existindo vários esquemas classificatórios conflitantes. Muitas de suas classes são parafiléticas, não atendendo as exigências da cladística, onde somente táxons monofiléticos são reconhecidos como entidades taxonômicas válidas. Ecologicamente, os cordados estão entre os animais mais facilmente adaptáveis e são capazes de ocupar a maioria dos habitats existentes.
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Características
Dentre as principais características dos animais cordados se encontram:
- Simetria bilateral;
- Corpo segmentado;
- Três camadas germinativas;
- Celoma bem desenvolvido;
- Notocorda presente em algum estágio do ciclo da vida;
- Tubo nervoso dorsal único (porção anterior do tubo nervoso, em geral alargada para formar um encéfalo);
- Bolsas faríngeas presentes em algum estágio do ciclo da vida; em cordados aquáticos ela se desenvolve em fendas faríngeas;
- Cauda pós-anal normalmente projetando-se além do ânus em algum estágio, mas pode ou não persistir;
- Músculos segmentares dispostos em um tronco não-segmentado;
- Coração ventral, com vasos sanguíneos, dorsais e ventrais; sistema circulatório fechado;
- Sistema digestivo completo;
- Endoesqueleto cartilaginoso ou ósseo presente na maioria dos membros (vertebrados).
Origens e Evolução
A origem dos cordados ainda é desconhecida. Os primeiros cordados identificáveis são espécimes semelhantes à peixes ou lanceolados do período Cambriano. A maioria das especulações sobre sua origem assenta-se em uma ou mais destas categorias:
- um animal semelhante a um verme que desenvolveu um corpo achatado e/ou nadadeiras para nadar;
- um filtrador tubular séssil que evoluiu em um animal de vida livre com nadadeiras;
- uma larva natante que manteve as nadadeiras no estágio adulto.
Classificação
O filo Chordata subdivide-se em três subfilos: Urochordata, Cephalochordata e Vertebrata. A classificação destes dois subfilos está baseada na posição da notocorda no corpo do animal: Urochordata, apresenta o notocórdio na cauda e somente na fase larval; nos Cephalochordata, ela se estende por todo o corpo, persistindo até a fase adulta. Ambos são considerados animais invertebrados. Os Vertebrata caracterizam-se pela presença de vértebras e pelo desenvolvimento do crânio.
As interrelações entre os três filos ainda é incerta. Os organismos classificados como Urochordata e Cephalochordata podem ser agrupados no clado Protochordata *, assim como os cefalocordados e os vertebrados podem ser agrupados no grupo Euchordata.
Tradicionalmente, os cefalocordados são considerados como os parentes vivos mais próximos dos vertebrados, com os tunicados representando a linhagem primitiva dos cordados (Quadro 1). Esta visão, é principalmente suportada por similaridades morfológicas e pelo aumento aparente de complexidade nos cefalocordados e vertebrados em relação aos tunicados.
Quadro 1 - Visão tradicional dos cordados:
<==o Chordata
|-- Urochordata
`--+-- Cephalochordata
`-- Vertebrata
Entretanto, análises cladísticas combinando RNAr e dados morfológicos demonstraram um novo clado, o Olfactores, formado por tunicados e vertebrados (Quadro 2).
Quadro 2 - Esquema baseado nos achados de Delsuc et al.,2006:
<==o Chordata
|-- Cephalochordata
`--o Olfactores
|-- Urochordata
`-- Vertebrata
Protocordados
Os protocordados constituem uma subdivisão dos cordados.
São pequenos animais marinhos destituídos de crânio e de coluna vertebral, cuja única estrutura esquelética de sustentação é a notocorda, que pode ou não persistir em certas espécies adultas. Os protocordados se dividem em, basicamente, dois grupos:
- Os urocordados que sao animais como as ascidias que apresentam ausência da notocorda e do tubo nervoso dorsal em seu estágio adulto, além de serem monoicos e apresentarem formas do corpo semelhante aos poriferos.
- Os cefalocordados, grupo mais evoluído que apresenta as características básicas de todos os cordados durante toda a sua vida, como exemplo temos o anfioxo.
O termo cordado possivelmente refere-se a um possível grupo parafilético (por excluir os vertebrados).
Abrange animais adaptados para a vida na água doce e salgada, na terra e no ar.
Os cordatos se dividem em protocordados, os cordados mais primitivos, destituído de coluna vertebral e caixa craniana e os eucordados, mais evoluídos, pois, além de apresentarem coluna vertebral têm crânio com encéfalo.
Referências
- HICKMAN, C. P.; ROBERTS, L. S.; LARSON, A. Princípios Integrados de Zoologia. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2004.
- POUGH, F. H.; JANIS, C. M.; HEISTER, J. B. A Vida dos Vertebrados. São Paulo: Atheneu, 2003.
- DELSUC, F.; BRINKMANN, H.; CHOURROUT, D.; PHILIPPE, H. (2006). Tunicates and not cephalochordates are the closest living relatives of vertebrates. Nature Letters 439: 965-968.
- HOLLAND, P. (2006). My sister is a sea squirt?. Heredity 96: 424-425.
- ZHENG, L; SWALLA, B. J. (2005). Molecular phylogeny of the protochordates: chordate evolution. Can. J. Zool. 83: 24-33.
Ligações externas
- Chordata - Tree Of Life (em inglês)
- ADW - Chordata (em inglês)
- Mikko's Haaramo Phylogeny - Chordata
- Evaluating Hypotheses of Deuterostome Phylogeny and Chordate Evolution with New LSU and SSU Ribosomal DNA Data [1]
- Evolution of the chordate body plan: New insights from phylogenetic analyses of deuterostome phyla [2]
- Deuterostome Phylogeny and the Sister Group of the Chordates: Evidence from Molecules and Morphology [3]
Animalia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Animais | ||||
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| Classificação científica | ||||
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| Subreino: Protozoa(caiu em desuso) Subreino: Parazoa |
O reino Animalia, Reino Animal ou Reino Metazoa é composto por seres vivos multicelularas cujas células formam tecidos biológicos, com capacidade de responder ao ambiente que os envolve ou, por outras palavras, pelos animais. Ao contrário das plantas, os animais são heterotróficos, ou seja, buscam no meio onde vivem seu alimento, como plantas e outros animais para sobreviverem. A maioria dos animais possui um plano corporal que determina-se à medida que tornam-se maduros, e, exceto em animais que metamorfoseiam, esse plano corporal é estabelecido desde cedo em sua ontogenia quando embriões. Os gametas, na maioria dos casos, quando constituem a linhagem germinativa, são produzidos em órgãos externos, cujas células, com exceção das esponjas, não participam da reprodução.
O estudo científico dos animais é chamado zoologia. Tradicionalmente, a zoologia estudava todos os seres vivos com as características descritas acima mas, atualmente, como resultado de estudos filogenéticos, consideram-se os Protista como um grupo separado dos animais.
Coloquialmente, o termo "animal" é freqüentemente utilizado para referir-se a todos os animais diferentes dos humanos e raramente para referir-se a animais não classificados como Metazoários (veja "Metazoa" a seguir). A palavra "animal" deriva do Latim anima, no sentido de fôlego vital, e veio para o Português pela palavra em latim animalis. Animalia é seu plural.
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Desenvolvimento e evolução
Animais são eucariontes, e divergiram do mesmo grupo dos protozoários flagelados que deram origem aos fungos e aos coanoflagelados. Estes últimos são especialmente próximos por possuírem células com "colarinhos" aparecendo somente entre eles e as esponjas, e raramente em certas outras formas de animais. Em todos estes grupos, as células móveis, geralmente os gâmetas, possuem um único flagelo posterior com ultra-estrutura similar.
Os animais adultos são tipicamente diplóides, produzindo pequenos espermatozóides móveis e grandes ovos imóveis. Em todas as formas o zigoto fertilizado divide-se (clivagem) para formar uma esfera oca chamada blástula, que então sofre rearranjo e diferenciação. As blástulas são provavelmente representativas do tipo de colônia de onde os animais evoluíram; formas similares ocorrem entre os flagelados, como os Volvox....
Características distintivas
A distinção mais notável dos animais é a forma como as células se seguram juntas. Ao invés de simplesmente ficarem grudadas juntas, ou seguradas em um local por pequenas paredes, as células animais são conectadas por junções septadas, compostas basicamente por proteínas elásticas (colágeno é característico) que cria a matriz extracelular. Algumas vezes esta matriz é calcificada para formar conchas, ossos ou espículas, porém de outro modo é razoavelmente flexível e pode servir como uma estrutura por onde as células podem mover-se e reorganizar-se...
Evolução e formas básicas
Exceto por uns poucos traços fósseis questionáveis, as primeiras formas que talvez representem animais aparecem nos registros fósseis por volta do Pré-Cambriano. São chamadas Biota Vendiana e são muito difíceis de relacionar com as formas recentes. Virtualmente todos os restantes filos fazem uma aparição mais ou menos simultânea durante o período Cambriano. Este efeito radioativo massivo pode ter surgido devido a uma mudança climática ou uma inovação genética e é tão inesperada que é geralmente chamada de Explosão Cambriana.
As esponjas (Porifera) separaram-se dos outros animais muito cedo e são muito diferentes. Esponjas são sésseis e geralmente alimentam-se retirando as partículas nutritivas da água que entra através de poros espalhados por todo o corpo, que é suportado por um esqueleto formado por espículas. As células são diferenciadas, porém, não estão organizadas em grupos distintos.
Existem também três filos "problemáticos" - os Rhombozoa, Orthonectida, e Placozoa - e possuem uma posição incerta em relação aos outros animais. Quando eles foram inicialmente descobertos, os Protozoa foram considerados como um filo animal ou um subreino, porém, como eles são geralmente desrelacionados e mais similares às plantas do que animais, um novo reino, o Protista foi criado para abrigá-los..
Metazoa
Independentemente disso, todos os animais pertencem a um grupo monofilético chamado Metazoa (ou Eumetazoa quando o nome Metazoa é usado para todos os animais), caracterizado por uma câmara digestiva e camadas separadas de células que diferenciam-se em vários tecidos. Características distintivas dos metazoários incluem um sistema nervoso e músculos.
Os Metazoa mais símples apresentam simetria radial - por esta razão, são classificados como Radiata (em contraposição com os Bilateria, que têm simetria bilateral). Para além disso, estes animais são diploblásticos, isto é, possuem dois folhetos embrionários. A camada exterior (ectoderme) corresponde a superfície da blástula e a camada interior (endoderme) é formada por células que migram para o interior. Ela então se invagina para formar uma cavidade digestiva com uma única abertura, (o arquêntero). Esta forma é chamada gástrula (ou plânula quando ela é livre-natante). Os Cnidaria e os Ctenophora (águas vivas, anémonas, corais, etc) são os principais filos diploblásticos. Os Myxozoa, um grupo de parasitas microscópicos, têm sido considerados cnidários reduzidos, porém, podem ser derivados dos Bilateria.
As formas restantes compreendem um grupo chamado Bilateria, uma vez que eles apresentam simetria bilateral (ao menos um algum grau), e são triploblásticos. A Blástula invagina sem se preencher préviamente, então o endoderma é apenas seu forro interior, a parte interna é preenchida para formar o terceiro folheto embrionário entre eles (mesoderme). Os animais mais simples dentre estes são os Platyhelminthes (vermes achatados, como a ténia), que podem ser parafiléticos ao filo mais alto.
A vasta maioria dos filos triploblásticos formam um grupo chamado Protostomia. Todos os animais destes filos possuem um trato digestivo completo (incluindo uma boca e um ânus), com a boca se desenvolvendo do arquêntero e o ânus surgindo depois. A mesoderme surge como nos Platyhelminthes (vermes achatados, como a planária), de uma célula simples, e então divide-se para formar uma massa em cada lado do corpo. Geralmente há uma cavidade ao redor do intestino, chamada celoma, surgindo como uma divisão do mesoderma, ou ao menos uma versão reduzida disso (por exemplo, um pseudoceloma, onde a divisão ocorre entre o mesoderma e o endoderma, comum em formas microscópicas).
Alguns dos principais filos protostômios são unidos pela presença de larva trocófora, que é distinguida por um padrão especial de cílios. Estes criam um grupo chamado Trochozoa, compreendendo os seguintes:
- Filo Nemertea (ribbon worms)
- Filo Mollusca (caracóis, lulas, etc)
- Filo Sipuncula
- Filo Annelida (vermes segmentados - minhoca)
Tradicionalmente o Arthropoda - o maior filo animal incluindo insetos, aranhas, caranguejos e semelhantes - e dois pequenos filos proximamente relacionados a eles, o Onychophora e Tardigrada, têm sido considerados relativamente próximos aos anelídeos por causa de seu plano de segmentação corporal (a hipótese dos Articulata). Esta relação está em dúvida, e parece que eles, ao invés disso, pertençam a várias minhocas pseudocelomadas - os Nematoda, Nematomorpha (minhocas cabelo-de-cavalo), Kinorhyncha, Loricifera, e Priapulida - que compartilham entre si ecdise (muda do exosqueleto e muitas outras características. Este grupo é conhecido como Ecdysozoa.
Existem vários pseudocelomados protostomados que são difíceis de serem classificados devido ao seus pequenos tamanhos e estruturas reduzidas. Os Rotifera e Acanthocephala são extremamente relacionados entre si e provavelmente pertencem proximamente aos Trochozoa. Outros grupos incluem os Gastrotricha, Gnathostomulida, Entoprocta, e Cycliophora. O último foi descoberto apenas recentemente, e como pouca investigação foi feita nos fundos marinhos, provavelmente mais coisas serão ainda descobertas. A maioria destes foi agrupada dentro do filo Aschelminthes, junto com os Nematoda e outros, porém eles não aparentam possuir relações filogenéticas entre si.
Os Brachiopoda (braquiópodes), Ectoprocta (ou Bryozoa, os briozoários) e os Phoronidas formam um grupo chamado Lophophorata, graças à presença compartilhada de um leque de cílios ao redor da boca chamado lofóforo. As relações evolucionárias destas formas não são muito claras - o grupo tem sido considerado como parte dos "deuterostomados", e talvez seja "parafilético". Eles são mais relacionados aos "Trochozoa", contudo, e os dois são freqüentemente agrupados como Lophotrochozoa.
Os Deuterostomados diferem dos Protostomados de várias formas. Eles também possuem um trato digestivo completo, mas neste caso o arquêntero desenvolve-se no ânus. A mesoderme e celoma não se desenvolvem da mesma forma, e sim da evaginação da endoderme, diz-se então, de origem enterocélica. E, finalmente, a clivagem dos embriões é diferente. Tudo isto sugere que as duas linhas são separadas e monofiléticas. Os deuterostomados incluem:
- Filo Chaetognatha
- Filo Echinodermata (estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar etc)
- Filo Hemichordata
- Filo Chordata (vertebrados e semelhantes)
Também há alguns filos animais extintos, não havendo muito conhecimento sobre sua embriologia ou estrutura interna, tornando-se assim difíceis de se classificar. Estes são, em sua maioria, vindos do período Cambriano, e incluem
- Filo Archaeocyatha (possíveis esponjas)
- Filo Conulariida (possíveis cnidários)
- Filo Conodonta (possíveis cordados ou relativamente próximos disso).
- Filo Lobopoda (possíveis artrópodos)
- Filo Sclerotoma (diferentes formas com escleritos)
- Filo Vendozoa (algumas formas do Pré-Cambriano, possívelmente nem mesmo animais)
- Filo Vetulicolia (possíveis deuterostômios)
- Desconhecido (algumas formas como Clloiudina e Hiyollitthes)...
História da Classificação
No esquema original de Linnaeus, os animais eram de um dos três reinos, divididos nas classes de Vermes, Insetos, Peixes, Anfíbios, Aves, e Mamíferos. Os quatro últimos foram subunidos em um único grupo, o Chordata, enquanto que as outras várias formas foram separadas. As listas a seguir representam a atual compreensão do grupo, embora haja uma variação de fonte para fonte...
Ver também
Ligações externas
- Reino Animal (em inglês)
- University of California, Berkeley - Eukariota (em inglês)
- ZooBank - Catálogo on-line de nomes científicos de animais (em inglês)
- Informações sobre espécies animais (em português)
- Nature Pictures (em inglês) - Fotos e sons de animais
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